NOTÍCIA
Caixa marca reunião sobre o Super Caixa
Assuntos que provocam insegurança, pressão e impactos diretos na rotina dos empregados da Caixa serão debatidos em reunião entre a direção do banco e a CEE (Comissão Executiva dos Empregados). O encontro está marcado para a próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, e atende a solicitação das entidades representativas dos trabalhadores.Na pauta estão temas como o Super Caixa, o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, os problemas na concessão de crédito consignado e as dificuldades enfrentadas na plataforma de atendimento a pessoas jurídicas (PJ).
O pedido de negociação foi formalizado diante da implantação de mudanças sem diálogo prévio com a representação dos empregados, o que contraria o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente. As entidades reforçam que a cláusula 49, que trata da Negociação Permanente, obriga a Caixa a discutir previamente qualquer mudança organizacional, reestruturação, alteração de função ou implantação de projetos que impactem as condições de trabalho.
Segundo a representação dos trabalhadores, não se trata de ajustes pontuais, mas de processos que alteram profundamente a organização do trabalho, ampliam a pressão sobre as equipes e afetam diretamente a saúde e a segurança dos empregados.
O Saúde Caixa está entre os principais pontos cobrados. As entidades defendem mais transparência por parte do banco, com esclarecimentos sobre critérios, regras e, principalmente, sobre os impactos na remuneração e na organização do trabalho. O tema tem sido alvo de inúmeras manifestações de insatisfação por parte dos empregados.
Outro ponto sensível é o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, implantado sem negociação. A mudança altera atribuições, rotinas e responsabilidades nas unidades, gerando incertezas e apreensão.
A plataforma PJ também será debatida. A implementação do sistema tem provocado insegurança nas equipes, com relatos de falta de treinamento, ausência de definição clara de fluxos e dúvidas sobre quem permanecerá nas agências para atender clientes que não forem absorvidos pela plataforma digital.
Os empregados cobram ainda explicações sobre o não pagamento dos deltas (promoção por mérito) em janeiro. A reivindicação é para que a Caixa apresente uma justificativa formal e informe a partir de quando o valor será incorporado à remuneração dos trabalhadores que têm direito à promoção.
Redação AGECEF/BA